A rede elétrica de Cuba entrou em colapso no final desse domingo (2), informou a operadora estatal da rede, deixando a ilha — com cerca de 10 milhões de habitantes — às escuras, no momento em que os apagões se tornam cada vez mais frequentes.
A interrupção ocorre após três apagões em todo o país em julho e surge quando o bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos sobrecarrega ainda mais a envelhecida infraestrutura energética da ilha.
A União Elétrica de Cuba não forneceu mais detalhes sobre a situação em suas publicações no X e no facebook.
A pressão sobre o sistema elétrico tem aumentado à medida em que Cuba enfrenta dificuldades para garantir as importações de combustível.
O país perdeu uma fonte essencial de combustível após um bloqueio petrolífero imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após a destituição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro por Washington, em 3 de janeiro.
A Venezuela há muito tempo era o principal fornecedor de petróleo de Cuba, e as importações do México também foram interrompidas em meio à crescente pressão dos EUA.
A crise coincide com uma abertura cautelosa do setor energético cubano, rigidamente controlado, impulsionada pela escassez de combustível e pelas severas sanções dos EUA.
Recentemente, Havana autorizou seu primeiro empreendimento de importação de combustível com participação estrangeira e permitiu que cerca de 200 empresas cubanas participassem da distribuição de combustível no atacado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
